Canais
 

 

 
.
  Colunista

Nome: Antonio Ribeiro
Coluna: Sem Censura
e-mail: contato@rededenoticias.com

Improbidade: UEPB e Furne na mira da Justiça


O Ministério Público impetrou ação civil contra a direção da Furne – Fundação de Apoio, Pesquisa e Extensão, por prática de improbidade administrativa conjuntamente com membros da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). De acordo com o promotor Gustavo Amorim, titular da Especializada de Defesa das Fundações, do 2º Caop, houve desvio de finalidade em pagamentos feito pela Furne à UEPB na ordem de R$ 1.422.838,00.

 

Ele está requerendo da Justiça à responsabilização civil dos gestores das instituições pela suposta prática de desvio dos recursos e a devolução à Furne de toda a quantia. De acordo com o representante do MPE, a Furne estava sendo usado como uma espécie de caixa dois, servindo apenas como mero repassador de dinheiro à UEPB, quando não é esta a função para a qual foi criada.

 

Amorim afirmou que os desvios de finalidade ocorreram no período de um ano, em 2005, quando já dirigiam as instituições os atuais gestores: José Ataíde da Silva (presidente da Furne) e Marlene Alves (reitora da UEPB). De acordo com os levantamentos feitos pelo MPE, no procedimento instaurado, segundo Gustavo, o dinheiro foi usado no pagamento de serviços, compras, realização de vestibular e pagamento de professores por labuta em cursos de Especialização, o que não condiz com o dever da Fundação.

 

O presidente da Furne, José Ataíde, disse que todos os pagamentos feitos pela Fundação foram lícitos e por isso não teme á acusação. Ele garante que não existiu nenhuma prática de improbidade administrativa na instituição e, por isso, estar tranqüilo. “Eu não quero nem falar nisso porque eu sou da paz.... Deixa o Ministério Público investigar porque não vai existir nada de errado... Eu sou um homem honesto...” argumentou Ataíde.

 

Por sua vez, a reitora da UEPB, Marlene Alves, disse que as acusações são contra a Furne, não tendo a Universidade nenhum envolvimento em qualquer suposta irregularidade denunciada pelo MPE. Sobre o fato da UEPB ter sido citada como recebedora do dinheiro por funcionamento de cursos de especialização, quando se trata de uma instituição pública, ela disse que a UEPB vai se pronunciar na Justiça por meio da sua assessoria jurídica.

 

Adesivagem

E por falar em Marlene Alves, a reitora entrou de corpo e alma na campanha do deputado Rômulo Gouveia (PSDB). Na última quinta-feira, que antecedeu as eleições, ela era uma das mais aguerridas na panfletagem e adesivagem do tucano em frente ao antigo posto Futurama, na Floriano Peixoto, onde foi armado um toldo para o movimento político dos “bicudos”.

 

Fundação

O promotor da Especializada das Fundações, em Campina Grande, Gustavo Amorim, está exigindo também, por meio de comprometimento de termo de ajustamento de conduta, o funcionamento da Fundação Edvaldo do O. De acordo com o promotor, é dever da direção da instituição perseguir os objetivos para os quais foram criados a Fundação, segundo observação estatutária. Ele disse ainda que o Ministério Público está requerendo a devolução de recursos da instituição pagos à Bolsa de Mercadoria, cerca de R$ 40 mil.

 

Fundação II

Segundo investigação do promotor, ocorreram desvios de finalidades, nos pagamentos, e por isso devem ser devolvidos. Ele disse já está ciente do fato o diretor da entidade, Edvaldo do O Filho. A Fundação Edvaldo do O fica se instala na vizinha cidade de Lagoa Seca. A Bolsa de Mercadoria por vários anos recebeu investimentos da Fundação Edvaldo do Ó para sua implantação na cidade. Criada em 1975, sendo a única no norte-nordeste, a Bolsa foi em 1980 detentora de grandes pregões de milho e por isso tornou-se a segunda no país.

 

Antonio Ribeiro

Jornalista


» Confira os textos anteriores

Faça uma busca interna no nosso banco de dados e confiras outras matérias
Clique aqui
 
 

 

 

www.rededenoticias.com
Todos os Direitos Reservados
As matérias divulgadas neste site podem ser reproduzidas, desde que, citada a fonte.

Quem hospeda este site?