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  Colunista

Nome: Apolinário Pimentel
Coluna: Pitaco
e-mail: polipimentel@hotmail.com

ESTUPRO NO BBB 12 VERSUS O CURIOSO
CASO DO CARROCEIRO DE CUITÉ
 

O destino, como sempre, foi providencial, quando me presenteou com o livro ´Mas, dessa você não sabia!´, do escritor paraibano e contador de causos Horácio de Almeida Lima. Acabei de ler o livro recentemente e não poderia deixar de registrar a ligação existente entre o relato da página 63 (o curioso caso do carroceiro de Cuité) e a polêmica acontecida no BBB 12 (divulgada e comentada em nível nacional e até no exterior) de um possível estupro ao vivo debaixo do edredom.
O caso do BBB 12 todo mundo já conhece e, pra quem não sabe, Cuité é uma cidade do interior da Paraíba e lá vivia, segundo Horácio de Almeida, um carroceiro conhecido por Lorim da Carroça que, entre outras coisas, gostava de um cigarro ´pé de burro´, feito com o famoso fumo de rolo.
Pois bem, enquanto os protagonistas do BBB 12 se ´pegavam´ debaixo do edredom global, após uma noite regada à música e álcool, Lorim da Carroça espreitava escondido atrás de um pé de carambola, esperando sua ´vítima´.
Como o Brasil todo estava ligado na Globo vendo o BBB ou estava na internet comentando a viagem de Luiza ao Canadá, Lorim da Carroça estava livre pra agir sem ser notado. Apenas Pedro de Geninha tinha se aventurado a sair de casa e estava, às 2 da madrugada, saindo (ou melhor, tentando sair) do Bar de Luiz para ir embora, mas não conseguia andar já que o efeito etílico o impedia de ficar de pé.
Também sob efeito do álcool, Monique não sentiu quando Daniel ´penetrou´ na sua intimidade e depois denunciou pra meio mundo que foi estuprada (embora depois tenha negado tudo).
Enquanto isso, Lorim da Carroça saiu da toca e caminhava inocentemente na direção do Bar de Luiz, quando viu a cena. O que houve?, perguntou. Pedro de Geninha não pode nem andar, respondeu o dono do bar. Solícito, Lorim disse: problema não. Bota ele aqui na carroça que eu deixo em casa.
E assim foi feito. Só que no caminho aconteceu o pior e Pedro de Geninha acordou com uma dor ´nos quartos´ e logo concluiu que estava com a Síndrome Cutânea do Dia Seguinte, misteriosa ´doença´ que vinha acometendo os bêbados da região há algum tempo e ninguém sabia ao certo do que se tratava. E vários casos foram registrados assim, só que os ´bêbados´ achavam que era a pimenta, a cachaça, o caldo, o limão e até o duro banco de madeira do Bar de Luiz que causavam o problema naquela região escondida, protegida e desejada (independente do sexo de quem se propõe a liberar o local).
A ´doença´ começou a se espalhar por Cuité e vários casos foram registrados, chamando a atenção de todos. Um dia Fábio Júnior (que não é o cantor) desconfiou da situação e resolveu investigar, se fazendo de ´vítima´ para atrair a atenção do carroceiro. E assim fez. Ficou até de madrugada na rua, se fingindo de bêbado e logo apareceu Lorim com sua carroça, pronto para levar o rapaz para casa.
Acomodado no veículo, Pedro de Geninha foi levado pela rua e no primeiro terreno baldio que encontrou Lorim parou e começou os preparativos para abater mais um. Enquanto isso, completamente lúcido, Pedro de Geninha traçava seus planos: iria deixar o ´trabalho´ começar, dar um pontapé e depois um soco no carroceiro e assim desmascarar de vez o responsável pela ´transmissão´ da Síndrome Cutânea do Dia Seguinte.
Ao contrário de Monique, que disse estar desacordada pelo efeito do álcool, Pedro de Geninha ficou inebriado pelo som do assobio de Lorim da Carroça, que entoava uma valsa doce, irresistível e encantadora. Quanto mais pensava em resistir, mas Pedro de Geninha se rendia as carícias do carroceiro, que enfim terminou seu ofício (ou seria orifício) e foi embora satisfeito e deixando para trás mais com dores nas partes traseiras do corpo.
Mesmo revelando sua intimidade (assim como fez Monique ao dizer depois na polícia que estava consciente durante o ato sexual) Pedro de Geninha procurou as autoridades para denunciar o carroceiro. Ele não queria receber pensão, mas sim que o mesmo fosse punido pelo que vinha fazendo com os bêbados da cidade.
Queixa prestada na delegacia, ´vítima´ e acusado foram chamados para depor. Pedro de Geninha fez a acusação e Lorim da Carroça sua defesa. E fez mais: indagou da autoridade policial se ´aquilo´ de bêbado tinha dono. Aliás, é voz corrente entre o povo que NÃO.
Depois de estar convencido de que a música de Lorim da Carroça enfeitiçava e encantava suas ´vítimas´, que Pedro de Geninha estava consciente de tudo que acontecia, embora não tivesse reagido e depois de revirar o Código Penal e não encontrar resposta para a pergunta do carroceiro, o delegado decidiu que não poderia punir o acusado, mas resolveu expusá-lo de Cuité para nunca mais voltar.
Assim aconteceu e desde então nunca mais se ouviu falar em Lorim da Carroça nem em Síndrome Cutânea do Dia Seguinte. Há informações, entretanto, que Lorim mora atualmente numa grande cidade da Paraíba e continua andando pelas ruas, de madrugada, fazendo novos ´trabalhos´.
Dizem até que esse Daniel (que como Lorim foi expulso do lugar pra nunca mais voltar) pode ser o mesmo carroceiro de Cuité que conseguiu disfarçado se infiltrar no BBB, mas isso só poderá ser esclarecido com uma investigação policial a ´fundo´.
Pelo sim, pelo não, é bom ficar atento e não andar, bêbado ou não, de madrugada pelas ruas do Brasil. De repente a pessoa encontra um Lorim da Carroça pela frente ou, o que é pior, por trás...
Se isso acontecer e ele começar a assobiar corra... mas corra mesmo!

 
Apolinário Pimentel

Jornalista


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