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Nome: Ednaldo Alves
Coluna: Memórias
e-mail: contato@rededenoticias.com

BRUNO, O ABISMO ATRAI ABISMO

 

 

O grande chargista assassinado em São Paulo, afirmava que o homem é uma criatura ridícula...mas também irracional, a fera ensandecida e fria. No momento, a sociedade brasileira se encontra chocada e tristonha diante do caso Elisa, aguardando que a polícia esclareça o hediondo crime e os algozes da jovem sejam condenados, no rigor da lei, mostrando que o crime  não compensa. A interrogação intrigante que fica; por que, pessoas, vindas do nada, e trazendo, porém, o talento nato para o esporte, abraçando a carreira, e em pouco tempo, torna-se um ídolo do futebol e detentor de uma bilionária fortuna, e de repente, se arremessa no abismo; esta criatura, a quem Deus, concedeu-lhe a prodigiosa vocação para a arte esportiva, se acha, no momento, como suspeito de um hediondo crime.

 

Cercado de fama e dinheiro, porém pouco orientado e nada advertido, passa a viver dos excessos dos prazeres, afrontando todos os perigos e presa fácil da sociedade consumista.

 

Escravo assim, desta visão materialista do mundo moderno, sem ter ao lado, aquela pessoa, sincera, leal, de melhor nível e bem intencionada, para lhe aconselhar e moderar seus impulsos; ele, o ídolo famoso, aclamado pela torcida, e deste modo, um craque poderoso, estando assegurado o seu futuro venturoso a que Deus prodigalizara, e não, de repente vítima de um destino inexorável, sem piedade; se as provas o condenaram, como também, seus comparsas, restará, apenas, o mito destruído, a curtir, a amarga solidão, o sofrimento atroz por toda a vida.

 

Shakespeare afirmava que a vingança, é um veneno que destrói, primeiro quem a pratica.

 

E o grande, filósofo e dramaturgo da Antiguidade, Terêncio, sentenciava; nada que vem do homem não surpreende.

 

Porém o caso Elisa, extrapolou, deixando o mundo perplexo, indignado, triste e amedrontado. É algo imponderável, difícil de entender, como a criatura humana, tão bafejada pela sorte, devendo render graças à Previdência que o colocou no topo privilegiado, seja arrastada à prática tão hedionda, bestial; não soube dominar-se, a si mesmo, controlar os impulsos, adorando somente ao Deus Baar, incensando Baco, sem temor a Deus, a viver, à larga da orgia e desvio de conduta, a esquecer seus reais e grandes compromissos, trucando uma existência de triunfos, tão auspiciosa.

           

A meu ver, a diretoria destas avultadas agremiações deveriam se preocupar, não somente com treinos e preparos físicos de seus atletas, mas prestar-lhes também uma adequada orientação psicológica, orientando a conduta pessoal, seria benéfico e produtivo para todos.

 

Ednaldo Alves

Dentista e Historiador


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