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Nome: Ednaldo Alves
Coluna: Memórias
e-mail: contato@rededenoticias.com

O conhecimento, a sabedoria

 

A mídia, no noticiário, um horário nobre mostra o entristecedor e por não dizê-lo, revoltante episódio dos dois médicos a se engalfinharem, na sala de cirurgia, na disputa pelo plantão; diante da pobre mulher, a criança a nascer, abandonada, desassistida pelos tresloucados discípulos, de Hipocrates, em conseqüência o rebento morre pela ação criminosa destes médicos beligerantes que indubitavelmente arcarão com todas as conseqüências pelo procedimento abominável.

 

A genitora jovem e conformada, diante da cena dantesca, vergonhosa chegara a afirmar: meu Deus, nunca vi tanta falta de ética.

 

As cenas assistidas, comoventes é de produzir estupor espanto, preocupação e lástima, e ocorreu num hospital de uma cidade goiana, num local sacrossanto, a sala de parto, algo inimaginável, criaturas instruídas, no manual nobre para salvar vidas, descalçam as luvas cirúrgicas e despertam dentro de si as feras adormecidas, tudo pela ganância e vaidade tolas.

 

O caso escabroso suscita muitas reflexões, a criatura humana, privilegiada, no topo da evolução, racional e contraditória, consciente e dupla, em tido, como afirmara Dostoievski.

 

Tem que aprender a dominar-se, conter seus impulsos, caminhar altiva e sabia, humildade e digna, mórmente hoje, nesta floresta moderna, uma sociedade competitiva, exigente, as vezes enganosa e supridora daqueles valores que enalteciam o caráter, patinando naquela filosofia, do vencer a todo custo, onde os fins justificam os meios.

 

Em qualquer carreira, profissão, o conhecimento é fundamental, mas não é tudo, e sim, é imprescindível estar forrado, atapetado pela sabedoria que nasce da humildade, do aprendizado da vida, exercício aprofundado e prazenteiro da leitura.

 

O convívio humano não se restringe somente à coisas materiais, a mesquinhos interesses, viver exige muito mais, compreensão, respeito ao outro, a doçura da amabilidade, realizar o bem que perfuma a alma, assistir os mais necessitados nesta sociedade de desiguais, e a vida é para ser compartilhada, abrir-se aos outros.

 

Sabedoria detinha aquele médico do Faraó que fitando-o, o desafiou com esta frase: majestade a vingança é tão vazia quanto a fortuna.

 

Ednaldo Alves

Dentista e Historiador

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