Carregando a Busca
 

CÁLCULOS RENAIS

Sinônimos e nomes populares:

pedras nos rins, litíase, nefrolitíase.

 

O que é?

O depósito organizado de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário é o que se chama de cálculo urinário. Cálculos constituídos por cálcio são os mais comuns. Outros minerais encontrados são: oxalato, fósforo, ácido úrico. As "pedras" podem também ser formadas por uma mistura destes elementos. Quando houver um excesso destes minerais no organismo, há uma tendência para que eles se depositem na urina. Como exemplo, pode se tomar uma pessoa que faça uso exagerado de leite e derivados, os quais são ricos em cálcio. Após um período de tempo haverá uma provável formação de cálculo de cálcio nos rins.

 

O que se sente?

O cálculo renal é o responsável pela famosa cólica renal: dor nas costas ou no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. Geralmente é uma dor forte, intensa. O paciente pode ter sangue na urina. Se há infecção urinária concomitante o aparecimento de febre é comum. Os cálculos podem também ser assintomáticos e crescerem até um tamanho considerável, sem que o paciente os note.

 

Como se faz o diagnóstico?

A história e o exame físico geralmente trazem a suspeita de cálculo. O exame comum de urina apresenta sangue na maioria dos casos. O diagnóstico é confirmado através de radiografias abdominais,de ecografia abdominal ou , mais precisamente, de tomografia computadorizada abdominal total.

 

Como se trata?

O primeiro objetivo do tratamento é aliviar a dor do paciente, o que se faz com analgésicos e antiespasmódicos. Muitas pedras pequenas serão eliminadas espontaneamente pelo paciente. Outras necessitarão de um tratamento específico. Cálculos de ácido úrico poderão ser tratados clinicamente com grande ingestão de água, alcalinizantes da urina e substâncias que interferem na sua formação. Já os cálculos de cálcio não dissolvem dessa maneira.

Até alguns anos atrás, a maioria das pedras exigia um procedimento cirúrgico com extenso corte na pele do paciente. Atualmente, há vários métodos modernos no combate a litíase. A litotripsia extracorpórea utiliza ondas de choque que atravessam o corpo do paciente em direção ao cálculo, fragmentando-o em pequenas partes e sendo eliminados pela urina. As pedras também podem ser retiradas através de tubos chamados endoscópios, os quais são finos e possuem iluminação na extremidade. Podem ser colocados da uretra em direção ao rim e com pinças especiais ou em associação com litotripsia os cálculos são removidos. Outra forma de tratamento consiste na nefrolitotomia percutânea. Neste procedimento um tubo rígido é colocado no rim através da pele e por este tubo (nefroscópio) são retiradas as "pedras".

Os métodos modernos não estão livres de complicações e podem não ser efetivos, necessitando a complementação de outra modalidade de tratamento. É freqüente a litotripsia não quebrar o cálculo, sendo necessário retirar os fragmentos restantes através de outro método.

 

Como se previne?

Todos os pacientes com litíase devem realizar exames em busca de defeitos no metabolismo dos minerais. Dosagens no sangue e/ou na urina de cálcio, fósforo, ácido úrico, cistina, fosfatase alcalina, são exemplos de exames a serem solicitados. Alimentos que contenham esses elementos devem ser evitados ou não consumidos em exagero. Existem tabelas de alimentos com seus principais componentes que são úteis em orientar os pacientes no que deve ser evitado.

Todo o paciente que apresenta litíase deve ingerir uma quantidade de água o suficiente para produzir dois litros de urina por dia. Esse é um dos fatores mais importantes na prevenção de cálculos renais. Medicações específicas para determinados tipos de cálculo existem e são usadas em situações especiais.

Os cálculos renais devem ser prevenidos. Uma vez presentes no aparelho urinário devem ser tratados principalmente enquanto forem pequenos. Cálculos grandes são de difícil tratamento mesmo com as técnicas modernas descritas acima. As "pedras" causam obstrução com dilatação das vias urinárias, infecção, diminuição da função renal e insuficiência renal o que podem ser as conseqüências finais desta doença.

 

 

CÂNCER DE PÊNIS

Sinônimo e nome popular:

Tumor de pênis, ferida no pênis.

 

O que é?

Câncer de pênis é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose.

 

Como se adquire?

Pacientes com hábitos higiênicos precários, baixa renda e menor nível social, sem condições de exteriorizar adequadamente a glande.

As secreções retidas em torno da glande são o fator cancerígeno mais provável.

 

Como se faz o diagnóstico?

A suspeita diagnóstica surge em pacientes com história de úlceras penianas com cheiro forte de esmegma, resistente a vários tratamentos tópicos.

A confirmação diagnóstica é feita pelo exame anatomopatológico da lesão.

O carcinoma epidermóide é o tumor mais freqüente incidindo entre 75% a 90% dos casos.

 

Como se trata?

O paciente deve ser estadiado para se conhecer a extensão da doença. O tratamento é cirúrgico, devendo se extirpar a lesão com margem de segurança de 2 cm. Os gânglios regionais também devem ser extirpados.

Os casos mais avançados são tratados com quimioterapia.

 

Como se previne?

Esse tumor pode ser evitado com hábitos adequados de higiene.

As crianças portadoras de fimose devem ser operadas para se ter condições de limpeza da glande.

O carcinoma não ocorre em judeus que se submetem a circuncisão nas primeiras semanas de vida.

Essa constatação vem reforçar a hipótese de que o acúmulo de esmegma exerceria uma ação irritativa no local, o que favoreceria o desenvolvimento do tumor.

 

 

CÂNCER DE VAGINA

 

O câncer primário da vagina, originário das células da vagina, é raro. Representa aproximadamente 1% dos tumores ginecológicos. Os tipos que ocorrem são tumores escamosos, adenocarcinoma, melanoma, sarcoma. Entretanto, tumores secundários ou metástases de outros tumores (de colo de útero, de endométrio, de ovário, de intestino grosso) são encontrados mais comumente na vagina do que os tumores primários de vagina.

Os fatores de risco para o câncer de vagina são a exposição ao vírus do HPV (papiloma vírus) e a irradiação prévia.

O principal sintoma é o corrimento vaginal ou o sangramento vaginal. Pode haver ardência e dispareunia (dor na relação sexual). Nos casos mais avançados pode haver ulcerações (feridas) com ou sem infecção superposta. O câncer de vagina deve ser identificado mediante exame especular das paredes vaginais: inspeção vaginal a olho nu ou com colposcópio (aparelho que aumenta a imagem) sendo que qualquer lesão suspeita deve ser biopsiada.

O tratamento das pacientes portadoras de câncer de vagina varia conforme o grau de invasão do tumor. Pode ser cirúrgico ou radioterápico.

 

 

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

 

O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, também conhecida como postpartum blues, pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança.

Apesar das controvérsias, vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto, entre eles:

Fatores biológicos

São os resultantes da grande variação nos níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo.

Fatores psicológicos

São os originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação:
 

 a si mesma, como mãe

 ao bebê

 ao companheiro

 a si mesma, como filha de sua própria mãe

 

Outros fatores, relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher gerando sobrecarga, também podem desencadear esses distúrbios.

Sintomatologia

A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão pós-parto (Postpartum blues), é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais.

Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.

 

Psicose Puerperal e Síndrome Depressiva Crônica

São quadros depressivos que também ocorrem no período do pós-parto.

Na Psicose Puerperal, os sintomas aparecem nos três primeiros meses pós-parto e são mais intensos e duradouros, com episódios psicóticos, necessitando acompanhamento psicológico e internação hospitalar.

A Síndrome Depressiva Crônica é um episódio depressivo e não psicótico, com humor disfórico, distúrbio do sono, modificação do apetite, fadiga, culpa excessiva e pensamentos suicidas. O tratamento deve ser psicológico e medicamentoso, pois os sintomas podem persistir por até um ano.

Desde o século passado existem publicações sobre os transtornos do período pós-parto e, apesar do assunto ainda causar controvérsias, é importante o seu diagnóstico precoce, ajudando as mulheres na resolução de seus conflitos para o estabelecimento de vínculos adequados entre a mãe e seu filho.

 

 

GESTAÇÃO E HIV (vírus da imunodeficiência humana)

Sinônimos:

Vírus da Imunodeficiência na gravidez, Vírus da AIDS.

 

Todas as gestantes devem realizar testes para identificação da infecção pelo vírus HIV. É um exame de rotina na avaliação pré-natal. Este exame é particularmente importante pois existem tratamentos que comprovadamente reduzem a chance de transmissão perinatal (durante a gravidez, parto, amamentação).

Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que são portadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através da amamentação.

 

Como se faz o diagnóstico?

Mediante exame de sangue (soro ou plasma) são identificados anticorpos contra o vírus HIV - Anti-HIV. Testes positivos são reconfirmados.

A identificação de gestantes positivas para o HIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) e neonatal (logo após o nascimento).

 

Como se trata?

Gestantes portadoras do vírus HIV são acompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamento medicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.

Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIV são tratados após o nascimento.

A mãe deve ser orientada a não amamentar o recém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite materno devem ser instituídos.

 

 

CICLO SEXUAL FEMININO

Apesar do processo biológico da Resposta Sexual Humana referente aos estímulos eróticos ser unitário, eles são constituídos por uma continuação de fases passíveis de divisão didática, ou seja, são resultado da coordenação e integração de diferentes componentes singulares e relativamente independentes. A inibição de algum deles compromete a vivência de uma sexualidade completa e leva a diferentes síndromes clínicas com diferentes tratamentos. Quando há uma insatisfação persistente ou recorrente em alguma dessas fases, chamamos de disfunção sexual.

Não há muito tempo, a resposta sexual era entendida de forma integral. Ela era um evento único, o que fazia com que, devido ao desconhecimento das diferenças entre as fases, não houvesse uma diferenciação entre as várias entidades clínicas. Os homens eram chamados de impotentes e as mulheres de frígidas. Conforme a resposta sexual foi sendo mapeada, por alguns estudiosos, pode-se separá-la em fases. O primeiro deles foi Ellis (1897) que se focou na fisiologia da questão sexual. Mesmo que já se percebesse na época a importância da atração para a origem e conservação do ato, salientou somente a continuidade de reações orgânicas.

Dividiu o ato sexual em duas fases: tumescência (acúmulo crescente de energia, marcada pela congestão sanguínea no aparelho genital) e detumescência (descongestão vascular que acompanha a descarga orgástica.) O segundo esquema foi elaborado por dois pesquisadores americanos, Masters e Johnson (1966) numa teoria formulada em um laboratório onde era possível pesquisar cientificamente as modificações do corpo durante a atividade sexual. Contaram com o apoio de pessoas voluntárias que permitiram o monitoramento das atividades sexuais através de um aparelho criado para detectar alterações de cor e temperatura corporais.

Concluíram então um padrão de resposta sexual para homens e mulheres, que nomearam de Ciclo da Resposta Sexual Humana composto por 4 fases distintas, dividindo a anterior tumescência de Ellis em excitação e platô e a detumescência em orgasmo e resolução. Tal modelo preconizava que tanto o estímulo interno (pensamentos e fantasias) quanto externo (provocado pelos 5 sentidos) promoveria a excitação.

Mas o modelo de Masters e Johnson apresentava algumas imperfeições por não considerar os aspectos mais particulares e subjetivos da resposta sexual. Foi assim que mais tarde, aprimorando tal idéia, a psiquiatra Helen Kaplan, em 1979, complementou com uma terceira proposta, onde antecedendo à fase da excitação viria o desejo - importante para o desenrolar das fases posteriores e com isso propôs um esquema trifásico:

Desejo:

Primeira fase do ciclo, onde os instintos são estimulados, mas não aparecem indícios orgânicos objetivos. É uma etapa subjetiva caracterizada pela resposta sexual ao estímulo dos cinco sentidos e que incita a busca pela atividade sexual. Nas mulheres, o olfato e o tato são atores principais no aumento do desejo sexual.

 

Excitação:

A segunda fase do ciclo sexual caracteriza-se pelas respostas fisiológicas do corpo frente aos estímulos que dispararam anteriormente o desejo sexual. Há uma crescente excitação sexual, manifestada pelo binômio vaso congestão (aumento da quantidade de sangue acumulado em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital) e miotonia (tensão muscular caracterizada pela crescente e involuntária contração das fibras musculares). Pode ser acelerada ou encurtada, prolongar-se por bastante tempo ou ser interrompida.

Nas mulheres tal fase é caracterizada pelo início da produção de uma secreção responsável pela lubrificação vaginal, um ligeiro aumento clitoriano, ampliação do útero e início da sua elevação, aumentando sua capacidade de acomodar o pênis. Também se manifesta nos seios que sofrem um pequeno aumento em seu tamanho e nos mamilos que se tornam eretos. Há um aumento da freqüência cardíaca e respiratória, assim como da pressão sanguínea. Ocorre o rubor sexual (a pele fica avermelhada), clitóris e pequenos lábios aumentam de tamanho, enquanto os grandes lábios se retraem deixando livre a entrada da vagina.

 

ORGASMO:

Ocorre a liberação total das tensões anteriormente retidas, acompanhada de contrações musculares reflexas. Subjetivamente carateriza-se pela sensação de prazer sexual, perda da acuidade dos sentidos, sensação de desligamento do meio externo, seguida pela liberação, em poucos segundos, da vaso congestão e miotonia. O orgasmo feminino corresponde a contrações reflexas ritmadas dos músculos perivaginais e perineais que circundam a vagina. O útero também participa dessas contrações.

Diferentemente dos homens, as mulheres ao continuarem a serem estimuladas podem experimentar novo orgasmo. Mas não se pode esquecer que a sexualidade por mais que envolva um aspecto fisiológico, abrange outras dimensões que são mais subjetivas como a capacidade de entrega, de aceitação do outro, do relacionamento e de si.

Basson (2004) apresentou uma nova proposta para o ciclo de resposta sexual feminino. Ela destacou o valor da intimidade como motivação para o sexo, afirmando que muitas mulheres dão início ao ato sem que estejam interessadas ou entusiasmadas, mas buscam o carinho e aproximação física, antes de serem implicadas pelas sensações eróticas. Dessa forma foi proposto um modelo circular para o ciclo feminino em que a falta de desejo sexual espontâneo não revelaria uma disfunção sexual, excluindo muitas mulheres de categorias tidas como disfuncionais.

 

EREÇÃO

A grande maioria dos mamíferos possui um osso chamado báculo que capacita à sustentação da ereção como uma resposta mais rápida e até mesmo voluntária. Quando não, há cartilagens ou estruturas fibrosas capazes de manter a ereção com a mesma força necessária pra deixar um braço levantado, por exemplo. Mas com os homens isso não é possível.

A ereção se dá a partir de estímulos eróticos (visão, toque, cheiro e pensamentos) que capazes de produzir sinais de excitação, chegam ao cérebro pelos órgãos dos sentidos, onde determinados por questões emocionais, comportamentais e orgânicas num processo regulado pelo Sistema Nervoso Central (SNC) através de sofisticados mecanismos, orquestrado tanto pela medula como pelo cérebro, envia para o pênis mensagens capazes de liberar substâncias que vão relaxar os músculos das paredes arteriais e aumentar o fluxo sanguíneo na região peniana, promovendo a vaso dilatação.

Na verdade, existem dois mecanismos de ereção: o reflexo e o central. Quando uma imagem é vista, ela aciona os núcleos cerebrais ligados à sexualidade que enviam uma corrente elétrica para o pênis capaz de dilatar os vasos que irão permitir a entrada sanguínea, comprimindo as veias impossibilitando que o pênis relaxe. Outras ereções podem ocorrer sem que haja pensamento sexual, por exemplo, durante o sono. Aqui, o caminho passa pela medula espinhal que envia impulsos capazes de ativar o sistema reflexo do pênis.

Ou seja, a ereção acontece devido ao mecanismo de excitação liberar impulsos nervosos originados no cérebro, que na presença de hormônios como a testosterona, chegam até o pênis permitindo que as artérias se dilatem e as veias se fecham. Por conta de tal dilatação, mais sangue é capaz de entrar nos corpos cavernosos e esponjosos, aumentando o seu volume e o próprio pênis, ocorrendo assim à ereção.

Assim, é necessário um time funcionando em conjunto: adequado estímulo sexual e estado emocional, integridade das vias nervosas que transmitem o estímulo do cérebro até o pênis preservadas, assim como o funcionamento dos vasos sanguíneos penianos.

Quando em repouso, o SNC continua trabalhando através do Sistema Nervoso Simpático para controlar o fluxo sanguíneo que chega ao pênis. Dessa forma, a resposta sexual masculina mostra um equilíbrio entre forças inibitórias e excitatórias: se por um lado o sistema nervoso parassimpático trabalha como uma das vias excitatórias, o simpático inibe a ereção.

Como o estresse e a ansiedade envolvem o predomínio da atividade simpática e as ereções precisam do sistema nervoso parassimpático ativado, pode haver uma disfunção erétil psicogênica ou então ainda que haja a ereção, cognições negativas podem bloqueá-la ou haver uma ejaculação rápida.

A ereção também pode não ser mais vantajosa quando se prolonga por um tempo desnecessário, fazendo com que o sangue fique preso no pênis, o que pode gerar lesões no tecido devido à falta de oxigenação. Tal condição é conhecida como priapismo, e a ereção não é um demonstrativo de prazer, mantendo-se de forma involuntária e dolorosa.

Do outro lado há a incapacidade de conseguir a ereção. Para tal situação, desde que de origem orgânica, medicamentos foram pesquisados. O Viagra foi o primeiro e o mais conhecido. Descoberto ao acaso, durante pesquisas sobre drogas cardiovasculares, teve seguidores concorrentes no mercado como o Cialis, Levitra e Vivanza. Disponíveis em várias concentrações, normalmente necessitam de uma hora pra que ocorra a ereção.

Só que a medicação não é indutora, é necessário que haja desejo e estimulação sexual eficiente, pois nenhum nem o outro são afetados pelo uso de tal medicação. A droga provoca a vaso dilatação, mantendo e prolongando a ereção. O que não significa que prolongue o ato sexual, não sendo, assim, indicados para casos de ejaculação precoce.

 

 

ALEITAMENTO MATERNO

Os pais de uma criança que está sendo amamentada ao seio recebem constantemente uma quantidade enorme de informações. Infelizmente, mesmo quando bem intencionadas, nem todas estas informações servem para ajudar aos pais e sua criança.

É muito comum ouvirmos opiniões do tipo:
 

 a mulher que fez plástica nos seios não consegue amamentar.

 amamentar ao seio faz a mãe aumentar de peso.

 algumas mães têm o leite fraco.

 algumas mães têm pouco leite.

 

Todos estes comentários, e muitos outros que se ouve diariamente, não são verdadeiros.

O tamanho dos seios não influencia a amamentação pois o tamanho e a forma dos seios são dados pelo tecido gorduroso e o leite é produzido pelo tecido glandular.

A quantidade de tecido glandular é aproximadamente a mesma em todas as mulheres. Também na cirurgia plástica dos seios este tecido glandular é preservado, não interferindo com a amamentação.

Não existe relação clara entre a amamentação e o ganho de peso das mães. As mudanças de peso da mãe que amamenta são devidas a uma grande variedade de fatores. Algumas mulheres ganham peso enquanto outras perdem, sendo que isso ocorre também com as mães que usam alimentação artificial (mamadeiras).

Um benefício grande da amamentação é que ela estimula a liberação da substância que atua na contração do útero. Isto pode auxiliar na recuperação mais rápida da sua "antiga forma". Outro benefício é que a amamentação ao seio exige um gasto calórico muito grande da mãe, auxiliando na recuperação do seu peso normal.

Não existe leite fraco! Algumas vezes, contudo, você pode achar que o seu bebê está querendo mais leite do que você está produzindo. Existem algumas maneiras fáceis de você aumentar sua produção de leite:
 

 Aumente a freqüência das mamadas. Se você está oferecendo o seio a cada 3 horas durante o dia experimente, por uma semana, oferecer o seio a cada 2 horas. Isto, muitas vezes, é estímulo suficiente para que a produção de leite aumente. Lembre-se de que quanto mais vazios os seios ficarem durante o dia, maior será o estimulo para o aumento da produção.

 Permita que bebê mame durante mais tempo. As crianças têm ritmos diferentes de mamar, assim como os adultos comem em velocidades diferentes. Aumentar a duração das mamadas pode permitir que uma criança mais tranqüila para mamar consiga retirar todo o leite do seio, coisa que uma criança mais ávida faz num tempo bem menor.

 

Muitas vezes estas simples medidas são suficientes para que uma mãe que acredita ter "leite fraco" passe a amamentar o seu filho com satisfação para ambos.

Benefícios do Aleitamento

A amamentação ao seio traz uma grande quantidade de benefícios para a mãe e para sua criança.

O aleitamento materno tem várias vantagens para a mãe, tais como:
 

 Reduz a incidência de câncer de mama.

 Protege a mulher contra a osteoporose.

 Torna mãe e filho mais íntimos.

Entre as vantagens para o bebê estão:
 

 redução da incidência de doenças alérgicas, como alergias alimentares e asma.

 redução da ocorrência de diarréia.

 Reduz a incidência de diabetes.

 redução no número de internações hospitalares.

 redução na ocorrência de otite média.

 redução na ocorrência de infecções respiratórias.

 

Além das vantagens do aleitamento, somente em raríssimas ocasiões - como na mãe portadora do vírus HIV - ele está contra-indicado.

Na imensa maioria das vezes, todas as dificuldades referentes à amamentação ao seio são de fácil solução, desde que consultada a pessoa adequada. Mesmo a mãe que trabalha fora pode continuar oferecendo o seu leite como alimento à sua criança, basta que o esgote e armazene.

Também é verdade que existem outras formas de alimentarmos nossas crianças e a escolha do alimento mais adequado deve levar em consideração toda a estrutura de vida e crenças da família.

Podemos também oferecer alimentação mista (leite materno e fórmula) à criança.

É muito importante, contudo, que a mãe tenha consciência de que a amamentação ao seio é uma das experiências mais gratificantes para a imensa maioria das mulheres e que devemos fazer todas as tentativas para que ela seja mantida durante o máximo de tempo possível.

 

 

DOR NO PEITO, ANGINA E INFARTO

O tórax, o peito, é formado por um bom número de órgãos e tecidos que podem se manifestar por sensações dolorosas. Entre as dores mais temidas, estão as chamadas dores do coração e, dentre as quais, a angina do peito e o infarto são as que motivam maiores temores por serem as mais conhecidas e consideradas como as de maior probabilidade de serem fatais.

A angina pectoris é um tipo de dor que o paciente sente no peito, braço ou nuca e que aparece com a realização de esforços ou emoções ou mesmo sem fator provocador aparente. A angina é uma dor que provoca medo, daí o nome angina, que significa medo, angor em latim. É uma dor que costuma deixar o paciente imóvel, assustado e que dura poucos segundos.

A sensação de dor na angina é provocada pela diminuição do sangue que passa pelas artérias que irrigam o músculo cardíaco. Este é um sinal de que pouco sangue está irrigando o coração durante aquele momento, geralmente, durante algum esforço. Se o esforço diminuir ou cessar, a dor pode ceder. Se a pessoa continuar no esforço e a dor persistir pode significar que a angina progrediu para um estágio mais grave da doença, qual seja o infarto do miocárdio.

A falta de sangue relativa para um órgão denomina-se isquemia. Ao chegar pouco sangue para manter uma parte do músculo cardíaco suprido de oxigênio e nutrientes, esta parte pode funcionar menos bem, com menos força e provocar a dor denominada angina. A falta total de sangue para um tecido ou órgão em poucos minutos pode significar a morte deste tecido com a perda total da sua função. Caso uma porção maior do músculo cardíaco deixa de receber sangue, o coração pode tornar-se incapaz de manter o sangue circulando e o paciente pode morrer. Se o paciente sentir dor é porque ainda existe músculo vivo, pois um músculo morto não doe. Em torno de uma parte morta do músculo cardíaco, pode haver uma parte lesada e isquêmica viável, que merece todos os esforços para ser conservada viva.

O infarto do miocárdio acontece quando uma parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que a nutrem. Esta falta de sangue leva o músculo à morte. Nessa situação clínica, a dor pode ser de maior ou menor intensidade e costuma ser acompanhada de outras manifestações:

 

      piora e maior duração da dor,

      a pressão do paciente cai,

      ele sua muito, fica pálido, inquieto, tem a sensação de morte iminente;

      por fim, o paciente apresenta confusão mental até a perda total da consciência e morte, caso não houver um pronto atendimento.

 

A maioria dos pacientes que morre do infarto não chega a ter atendimento médico. Existem infartos mais ou menos graves, a gravidade depende da extensão, da localização, da idade do paciente, além de outras doenças concomitantes que podem agravar a doença.

 

      Infartos pequenos, que lesam menos músculo cardíaco têm melhor prognóstico: quanto maior a lesão do coração maior chance do paciente morrer.

      Infartos que atingem regiões importantes do coração, como o local onde se geram os estímulos cardíacos e infartos que provocam arritmias, costumam ser mais graves.

      Pacientes idosos de maneira geral toleram melhor um infarto do que as pessoas jovens que não desenvolveram uma circulação colateral, como os idosos onde a doença isquêmica já existe há mais tempo.

      Outras doenças concomitantes, como diabete, enfisema, hipertensão arterial, podem piorar um prognóstico.

A grande maioria dos casos de morte súbita é provocada pelo infarto do miocárdio.

 

PEQUENA DIGRESSÃO HISTÓRICA

Seguidamente, os médicos escutam de seus pacientes que o pai ou avô ou alguma tia morreu de angina. Ora, a angina, nos conceitos atuais, não costuma ser fatal. Há cerca de 50 anos era usual ouvirmos falar em falsa angina e verdadeira angina do peito. O infarto era considerado a verdadeira angina, a que levava à morte. Já a falsa angina era a dor passageira no peito, que poderia terminar ou não em angina verdadeira. Não se dispunha do eletrocardiograma para diferenciar as duas situações clínicas.

Hoje em dia, a falsa angina é o que denominamos somente de angina e a verdadeira angina é denominada de infarto. Se alguém disser que o avô faleceu de angina, provavelmente, tratou-se de um infarto do miocárdio. É comum as pessoas confundirem estes termos. Estas pessoas que ainda têm a angina como doença fatal podem entrar em pânico quando lhes dissermos serem portadores de angina. Sempre é bom esclarecer esta dúvida antes de assustá-los mais do que necessário.

Dor no peito não é sinônimo de doença do coração. Existem no tórax diversas estruturas que podem doer. Citam-se doenças do esôfago, do pulmão, das pleuras, da aorta, dos músculos, das costelas, das mamas e da pele. Alterações da coluna podem provocar dores no peito confundíveis com doenças do coração.

Existem dores de origem emocional, que podem ser observadas em pessoas que querem chamar a atenção. Mesmo em crianças são relatadas dores no peito, simulando situações cardíacas. Isso pode acontecer quando imitam os pais ou avós que tenham angina de peito ou tiveram infartos do miocárdio.

Sempre cabe aos médicos esclarecer as diferentes possibilidades de diagnóstico. São eles que devem orientar a investigação complementar para tirar dúvidas, porque nem toda dor no peito é angina ou infarto, nem todo infarto é precedido de angina, nem toda angina acaba em infarto do miocárdio. Para complicar, nem todo infarto doe. Não é raro um médico detectar num eletrocardiograma a cicatriz de um infarto que aconteceu e o paciente nem percebeu.

O infarto do miocárdio, uma doença, muitas vezes, fatal ou indicadora de uma vida mais breve, pode atingir as pessoas em diferentes idades, que vão desde a infância, quando é mais raro acontecer, até a idade avançada, fase mais freqüente.

 



 

 

 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Veja as primeiras páginas dos jornais do mundo todo

                                                   
 

INICIAL QUEM SOMOS CONTATO POLÍTICA POLICIAL ESPORTE COLUNISTAS GERAL
 

Quem fez este Site?     Quem hospeda este site?  - Conheça   Campina Grande e João Pessoa