MULHERES E SEXO:
COMO MELHORAR A LIBIDO?
Quais são os
principais motivos para o problema enfrentado por milhões de mulheres e como
solucioná-lo.
Milhões de mulheres
reclamam da perda do apetite sexual e a maioria não está feliz com essa
situação. Mas especialistas dizem que para resolver o problema basta saber onde
olhar.
O problema
clinicamente conhecido como HSDD (desejo sexual hipoativo) sempre existiu, mas
cada vez mais mulheres revelam sofrerem dele e lutam pelo seu desejo de fazer
sexo, principalmente após o surgimento de drogas como o Viagra, pois elas
também querem uma solução para sua falta de desejo.
Mas
no caso delas, a questão é um pouco mais complicada. Enquanto o desejo do sexo
masculino é facilmente definido, e relativamente fácil de restaurar, esse não é
o caso das mulheres, pois para elas o desejo sexual tem múltiplas facetas. Ele
não é apenas influenciado por problemas físicos, mas emocionais também. Por
isso, apesar de parte do desejo de fazer amor ser claramente físico, problemas como
a depressão podem fazer diferença, assim como qualquer dificuldade emocional na
vida de uma mulher.
Enquanto
esses são os motivos mais freqüentementes por trás da perda de desejo em
mulheres mais jovens, especialistas afirmam que para mulheres com mais de 45
geralmente é o próprio processo de envelhecimento que causa mudanças no desejo
sexual.
O papel da
menopausa
O
fato de uma mulher não estar mais ovulando, ou não estar ovulando regularmente,
automaticamente faz com que seu desejo sexual diminua. Isso acontece porque
inconscientemente a mulher tem uma maior vontade de fazer sexo um pouco antes
de ovular, desejo que dura até poucos dias depois da ovulação.
Quando
a mulher para de ovular ela para de ter essa vontade acentuada durante alguns
dias do mês, e muitas notam isso. O que não significa que exista alguma coisa
errada com elas, pois esse processo é natural e normal.
É
por isso que por volta da menopausa, aonde existe também uma queda na
quantidade de estrogênio circulando no corpo da mulher, que problemas
relacionados ao desejo sexual costumam aparecer.
O
estrogênio é um hormônio que trabalha no cérebro para manter o interesse no
sexo. Entretanto, ele também atua diretamente nos genitais, ajudando a aumentar
sensações e fazendo o sexo ser mais prazeroso.
Sem
ele, não apenas a vontade de fazer sexo pode diminuir como o tecido vaginal
pode começar a secar e encolher. Como resultado disso, a penetração pode se
tornar desconfortável, ou até mesmo dolorosa.
Além
do estrogênio, também a testosterona está se mostrando importante na hora de
manter o desejo sexual das mulheres. Quando elas atingem a meia idade ocorre
uma queda da quantidade desse hormônio, e muitos especialistas acreditam que
esse possa ser um dos motivos para muitas mulheres perderem a vontade de fazer
amor.
Pesquisas
recentes mostram que até mesmo tratamentos que mulheres usam para controlar
sintomas da meia idade, como pílulas contraceptivas, podem prejudicar o desejo
por diminuir a quantidade de testosterona no corpo.
O papel dos hormônios
e medicamentos anticoncepcionais
Enquanto
em mulheres mais novas a resposta para tal problema costuma se resumir
basicamente na troca da marca da pílula contraceptiva utilizada, para as mais
velhas a solução pode ser adicionar minúsculas quantidades de testosterona de
volta aos seus corpos.
Mas
nem todo mundo concorda com essa teoria. Muitos especialistas ainda não têm
certeza se o método pode de fato ajudar ou se pode até fazer mal para a
paciente. De acordo com o FDA advisory panel, para que esse tipo de tratamento
possa ser aprovado ainda são necessárias mais pesquisas e testes.
Apesar
disso, muitos médicos já prescrevem esse hormônio para suas pacientes por meio
de drogas como a Estratest, uma combinação de estrogênio com testosterona que é
usada normalmente para combater sintomas da menopausa e não perda de desejo
sexual.
Viagra para as
mulheres?
Outro
problema enfrentado por mulheres com falta de apetite sexual é o fato de
existirem muito mais opções para homens procurando redescobrir sua libido do
que existem para mulheres tentando fazer o mesmo. E apesar de existirem rumores
e até algumas provas clínicas de que o Viagra também pode ajudar mulheres na
hora de conseguir seu desejo de volta, estudos mostram resultados medíocres da
droga na hora de ajudar as mulheres com esse problema.
Causas médicas
Para
quem está com dificuldades desse tipo o melhor mesmo é procurar diretamente um
ginecologista para juntos discutirem qual o melhor tratamento. Descobrir se o
problema está restrito a esfera sexual, ou possui causas subjacentes tais como:
Depressão,
Anemia,
Problemas de
tireóide,
Uso de
medicamentos,
E muitas outras
doenças que podem afetar a sexualidade.
APARELHO REPRODUTOR FEMININO
O aparelho genital feminino é
constituído pela vagina, ovários, útero e trompas de Falópio. O útero só começa
a crescer na puberdade. Os ovários produzem os hormônios femininos e armazenam
os óvulos. As trompas de Falópio ligam o útero aos ovários e estão posicionadas
de tal forma que o óvulo, quando expelido do ovário no momento da ovulação,
consegue chegar a elas com facilidade. A anatomia da vagina permite receber o
pênis e serve de canal para o parto do bebê.
O hímen é uma delicada membrana
incompleta que protege a entrada da vagina antes da primeira experiência
sexual. Esta é a membrana que se rompe quando a mulher tem a sua primeira
relação sexual. Na maioria das meninas, o hímen não é uma cobertura total, mas
contém perfurações que permitem a passagem de fluxo menstrual. Sua ruptura
poderá provocar perdas sanguíneas. A forma do orifício (ostio himenal) e bordo
da membrana (orla himenal), são os elementos em que se baseiam as
classificações do hímen. TÍPICOS quando possuem um orifício e ATÍPICOS quando
possuem vários ou nenhum orifício.
HÍMEM
Os Típicos compreendem os anular,
semilunar e labiado. Os Atípicos compreendem os imperfurados, os em ponte, os
cridiformes e os crivados. Neste caso, o fluxo menstrual e/ou as secreções
vaginais não podem se exteriorizar, ficando retidos na vagina e no útero, sendo
necessário intervenção cirúrgica para correção.
ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS
Estes órgãos são aqui
apresentados na ordem em que as células sexuais femininas (os óvulos) são
formadas e transportadas para o útero; deste, a vagina prossegue para os órgãos
genitais externos.
OVÁRIO
É um pequeno ovóide achatado,
aplicado à parede lateral da pelve, anteriormente ao ureter. Mas está preso ao
ligamento largo do útero pelo mesovário, que lhe conduz vasos e nervos. Fixa-se
ao útero por grosso ligamento que sai do seu pólo medial. Há também um
ligamento suspensor do ovário, mal definido acompanhado pelos vasos ováricos,
que sobe do ovário até os vasos ilíacos comuns. Apesar dos seus ligamentos, o
ovário é bastante móvel, podendo acompanhar o útero gravídico para a cavidade abdominal.
O ovário é saliente na cavidade pélvica, mas o seu peritônio
"visceral" transforma-se em epitélio germinativo, continuo com
mesotélio do mesovário.
Ao corte, o ovário apresenta
córtex e medula, central, de conectivo, vasos e nervos, continuam com
mesovário. Glândulas sexuais femininas que produzem os óvulos e os hormônios
sexuais femininas: estrógenos e progesterona. A superfície dos ovários está
coberta por cavidades chamadas folículos. Cada folículo produz um óvulo. O
óvulo é uma célula reprodutora feminina. É muito maior que o espermatozóide e
movimenta-se com dificuldade. O óvulo tem capacidade reprodutora durante as
vinte e quatro horas seguintes à sua saída do ovário. Ao contrário do rapaz, a
garota quando nasce dispõe já de todas as suas células reprodutoras em número
muito superior ao que poderá utilizar ao longo de toda a sua vida fértil.
Até à puberdade, essas células
permanecerão imaturas. Na puberdade iniciar-se-á o processo da ovulação. O
desencadeamento da ovulação é determinado por hormônios produzidos pela
hipófise. Desde a primeira menstruação (menarca) até à última menstruação
(menopausa), de quatro em quatro semanas aproximadamente, um folículo de um
ovário aumentará de tamanho, rompe-se e sai um óvulo que amadurece em poucas horas.
Este processo tem lugar alternadamente num e noutro ovário, ou seja, um mês
trabalha o ovário direito no mês seguinte o ovário esquerdo.
FOLÍCULOS OVARIANOS
Antes do nascimento, já se
formaram nos ovários todos os ovócitos da vida daquela pessoa. Calcula-se entre
40 mil a 400 mil, muito mais numerosos do que os liberados para fecundação
durante a vida fértil da mulher. Os ovócitos, imaturos, envoltos por epitélio
folicular pavimentoso simples, formam os folículos primordiais, situados no
córtex, sob o epitélio germinativo. A grande maioria deles não passa desta
fase. Sofrem degeneração, ao passo que um quanto cada mês lunar ao alcançam
graus variados de crescimento.
De regra, só um folículo atinge
maturação completa por mês lunar, entre a puberdade e a menopausa, geralmente
alternado de um ovário ao outro. Ao crescerem os folículos, seus epitélios
prolifera em numerosas camadas de células poligonais, entre as quais se acumula
líquido folicular com hormônio estrógeno. Um deste chega a folículo maduro com
ovócito muito crescido, atinge tamanho grande, levanta o epitélio germinativo,
com formação sística saliente. No funículo maduro, o ovócito primário divide-se
uma primeira vez, com redução do número dos cromossomos para a metade e,
havendo espermatozóides na região, divide-se uma segunda vez. Destas duas
divisões, só uma das células cresce; as outras (corpos polares) degeneram.
Célula muito grande, o óvum
(ovóide) é envolto por espessa zona pelúcida e rodeado por massas células
foliculares, a um lado do antro folicular. Ao ocorrer à ovulação, pela ruptura
do folículo, o ovo, rodeado pela coroa radiada, flui com o líquido folicular
para a luz da tuba uterina, ou cai na cavidade pélvica. Liberado o ovo, as
paredes do folículo colapsam e suas células modificadas o transformam em corpo
lúteo, que passa a secretar outro hormônio, a progesterona; esta levada pela
circulação prepara a mucosa do útero para a recepção do ovo fertilizado.
ÚTERO
Em estado não gravídico, o útero
maduro é um órgão muscular relativamente pequeno, de parede grossas e estreita
cavidade uterina triangular. Tem a forma de pêra achatada, invertida situado
acima da vagina, mas inclinado anteriormente, em ângulo de 90º em relação ao
eixo vaginal. Assim em anteversão, o útero eleva-se em entre a bexiga, na
frente, e o reto, atrás. A distensão de um ou de outro muda a posição do útero.
A parte superior do útero é coberta pelo peritônio, que desce entre ele e
aqueles vizinhos, formando as escavações medianas uterovesical e útero-retal da
cavidade pélvica.
Estrutura muscular que constitui
uma cavidade revestida por uma mucosa, o endométrio, que aumenta de volume no
momento da ovulação por influência do corpo amarelo. Após romper-se o folículo
e sair o óvulo, forma-se o chamado corpo amarelo. O corpo amarelo segrega um
hormônio, progesterona, que faz com que a parede mucosa do útero, endométrio,
aumente de volume preparando-se para receber o ovo.
Desde o momento em que se produz
a ovulação existem duas possibilidades: Se produzir à fecundação, o ovo
aninha-se na parede do útero e desenvolve-se uma gravidez. Neste caso não
diminui a produção de hormônios ováricos. Se não se produzir fecundação:
diminui a produção de hormônios ováricos e como conseqüência sai para o
exterior parte da mucosa do útero juntamente com o óvulo e um pouco de sangue.
Esta saída chama-se menstruação ou período, e tem a duração de três a cinco
dias ou mais.
Partes do útero
Acima dos óstios tubários, o
útero é arredondado em sua parte mais expandida, o fundo. A parte principal, o
corpo, desce posteriormente até outra mais estreita, o istmo. Por fim, a cérvix
ou colo, cilíndrica, penetra na vagina pelo extremo superior desta, em cuja
cavidade se abre o óstio do útero. Na nulípara, o óstio e é arredondado, mas na
mulher que teve filhos é uma fenda transversa irregular com lábios anterior e
posterior.
O COLO DO ÚTERO
Zona que une o útero à vagina,
através de uma passagem chamada canal cervical. Por ação de um hormônio, o
estrogênio, o colo do útero durante a ovulação produz um liquido viscoso que
favorece a progressão dos espermatozóides para as trompas de Falópio. O colo do
útero tem uma grande capacidade de dilatação que é regulada a nível hormonal e
se manifesta no momento do parto, pois a criança ao nascer tem de passar
através dele.
LIGAMENTOS UTERINOS
O útero é móvel, mas
relativamente contido por pregas peritoneais, ligamentos e pressão dos órgãos
vizinhos. Suas fáscias ligam-se às da bexiga e reto; o apoio embaixo é dado por
várias amarras que os suspendem sobre a vagina e diafragma pélvico. Ligamento
largo é uma prega transversal de 2 lâminas peritoneais estendida da margem
lateral do útero à parede lateral da pelve. Em sua parte alta e anterior,
apresenta o ligamento redondo que sai logo adiante da tuba uterina. Daí
dirige-se ao canal inguinal atravessa a parede abdominal e termina no lábio
maior da vulva. Da cérvix saem fitas fibrosas para diante, para trás e para os
lados. Estes ligamentos dão fixação apenas relativa ao útero em anteversão.
Entre corpo uterino e cérvix há angulação dita anteflexão. No útero normal
estão combinadas anteversão e anteflexão. Mas ele pode estar voltado para cima
e para trás, retroflexão; se sua flexão for posterior, entre corpo e cérvix,
haverá também retroflexão.
MENSTRUAÇÃO
A menstruação tem sido envolvida
em muitos mitos. Tem-se dito que quando está menstruada a mulher não pode ter
relações sexuais, não pode tomar banho, não pode tomar medicamentos... Tudo
isso é falso. A menstruação não tem que alterar o ritmo de vida habitual, pois
é um fenômeno completamente normal. Às vezes pode produzir alguns incômodos
passageiros. Se persistirem esses incômodos deve-se ir a uma consulta de
ginecologia. Para medirmos o ciclo menstrual contamos desde o primeiro dia em
que há saída de sangue até ao último dia antes da menstruação seguinte. A
duração do ciclo é diferente para cada mulher e muitas vezes mesmo para cada
ciclo da mesma mulher.
VAGINA
É um tubo fibro muscular que, do
vestíbulo, se alonga para cima e para trás, pelo períneo, até a pelve. È
receptora do pênis no coito dá saída ao fluxo menstrual e, com a cavidade
uterina forma o canal do parto. A luz é forrada por mucosa de epitélio
pavimentoso muito estratificado, levantada por colunas e rugas. Situa-se a
vagina entre bexiga-uretra, na frente, e reto, atrás. A parte alta da vagina
embainha a cérvix uterina com ela formando um recesso ou fórnix da vagina, com
partes anteriores, laterais e posterior; esta é a mais profunda e relaciona-se
com a escavação reto-uterina da cavidade peritoneal. Canal flexível de tamanho
variável que vai do colo do útero até ao exterior. Normalmente as paredes da
vagina estão juntas. Quando se produz excitação sexual as paredes da vagina
separam-se um pouco e produzem um líquido. A lubrificação vaginal é um fenômeno
muitas vezes involuntário que tem lugar como resposta a estímulos que em dado
momento são capazes de excitar sexualmente. A vagina, tal como o colo do útero,
tem uma grande capacidade de dilatação, pois permite a passagem da criança no
momento do parto.
URETRA FEMININA
A uretra feminina é bem mais
curta e simples do que a masculina. É retilínea para baixo e para diante, a
partir do seu óstio interno da bexiga; atravessa os diafragmas pélvico e
urogenital. Corre anteriormente à vagina e termina no vestíbulo, por seu óstio
externo.
AS TROMPAS DE FALÓPIO
Dois canais compridos e estreitos
que captam os óvulos quando saem do ovário e os conduzem ao útero. O óvulo
saído do folículo é aspirado pela Trompa de Falópio correspondente. Permanece
aí durante um curto período durante o qual se encontrar um espermatozóide
origina um ovo que se instala no útero.
Prof. Mirella Mariani Tassi
APARELHO REPRODUTOR MASCULINO
ESTES ÓRGÃOS SÃO
DESCRITOS NA ORDEM EM QUE OS ESPERMATOZÓIDES, CÉLULAS SEXUAIS MASCULINAS, SÃO
FORMADOS E CONDUZIDOS PARA O ÓRGÃO COPULADOR MASCULINO, O PÊNIS.
OS TESTÍCULOS
Glândulas
sexuais masculinas. Produzem os espermatozóides e a hormônio sexual masculino,
a testosterona. A hipófise fica no cérebro, e é a glândula que controla e
regula o funcionamento dos testículos. São formados por um conjunto de tubos
pequeníssimos que se juntam nos epidídimos. A partir da puberdade os testículos
começam a fabricar os espermatozóides e este processo continua ao longo de toda
a vida. O testículo é um corpo ovóide suspenso na bolsa escrotal pelo funículo
espermático. Sob a serosa visceral, apresenta grossa túnica albugínea, cápsula
conectiva densa, espessada posteriormente em mediastino.
Deste
irradiam-se os septos, internamente, que separam incompletamente os lóbulos do
órgão. Cada lóbulo consiste em alguns tubos seminíferos contorcidos, em que se
formam os espermatozóides; a eles seguem-se curtos túbulos retos que se abrem
na rede do testículo; de canais interastomasados no mediastino. Na rede saem ductos
deferentes para a cabeça do epidídimo. Este é um longo ducto (6-7m),
extremamente convoluto, que constitui corpo em vírgula (sobre a margem
posterior do testículo) em cuja cauda são armazenados os espermatozóides até o
momento da ejaculação.
O
testículo, contendo células sexuais primordiais desde o início do
desenvolvimento embrionário, forma-se na parte alta do abdome,
retroperitonealmente. Entre o testículo e a eminência escrotal (do períneo
superficial anterior) há um tecido mesenquimal dito gubernáculo do testículo.
Antes do nascimento o testículo segue ou é tracionado pelo gubernáculo, até o
ânulo profundo do canal inguinal, sempre por trás do peritônio perital. Uma
invaginação do peritônio perital, o processo vaginal, passa pelo canal inguinal
da parede abdominal.
O
testículo completa seu descenso deslizando por trás do processo vaginal, isto
é, ainda "retroperitonealmente". Levando a parede posterior deste
processo deste processo, adquire uma serosa visceral. De regra, a comunicação
visceral do processo vaginal com a cavidade peritoneal oblitera-se. Se não,
fazer-se aí uma hérnia inguinal congênita. Na descida, o testículo leva seus
vasos e nervos que, juntamente com o testículo, constituem o funículo
espermático. Este sobe pela bolsa escrotal e canal inguinal, até o ânulo
profundo.
BOLSA
ESCROTAL
A
bolsa escrotal é uma seculação pendente da junção entre o períneo e a região
abdominal inferior. Sua função é conter o testículo fora da cavidade corporal,
cuja temperatura é superior à ótima para a manutenção dos espermatozóides. No
escroto há uma camada muscular lisa, os dartos, que o corruga quando contraída.
A bolsa escrotal é dividida, por septo, em compartimentos para cada testículo e
uma serosa vaginal, derivada da cavidade abdominal. Esta túnica vaginal,
levantada por trás pelo testículo e pelo epidídimo, reveste-os como folheto
visceral e reflete-se como folheto perital, profunda, da bolsa escrotal. A
cavidade virtual da serosa é úmida, pra movimento suave do testículo dentro de
sua bolsa.
ESPERMATOZÓIDES
Os
espermatozóides são células reprodutoras masculinas. Inicialmente são maiores,
mas com o seu amadurecimento perdem a camada de gordura que os envolve e
cresce-lhes uma cauda, o que lhes possibilitará uma maior mobilidade. O
espermatozóide maduro é formado por uma cabeça, um corpo intermédio e uma
cauda. Podem chegar a viver três dias no interior do aparelho genital feminino.
O epitélio dos tubos seminíferos é estratificado, com células sustentaculares e
células sexuais em várias fases de desenvolvimento. Células sexuais primitivas,
espermatogônias dividem-se incessantemente após a puberdade, situa-se na
periferia do epitélio. Seguem-se complicados processos de divisão e
diferenciação das células à medida que se aproximam da luz do túbulo. São 2 os
processos fundamentais em jogo: redução do número de cromossomos para a metade,
e formação de célula de grande mobilidade.
OS
EPIDÍDIMOS
Estruturas
com formato de vírgulas situadas sobre os testículos. São formados pela reunião
dos pequenos tubos testiculares. No seu interior acabam de amadurecer os
espermatozóides. Os espermatozóides permanecem por pelo menos 3 dias para
receberem as caudas e nutrientes dentro dos canais enrolados dos epidídimos.
OS
CANAIS DEFERENTES
Saem
de cada epidídimo, sobem, comunicam com as vesículas seminais, entram na
próstata e, no seu interior, desembocam na uretra. À medida que os
espermatozóides amadurecem, sobem pelos canais deferentes e instalam-se nas
vesículas seminais. O ducto deferente é o canal excretor do testículo. Tem
parede muscular lisa muito espessa. Sobe pelo funículo espermático e percorre o
canal inguinal. No ânulo profundo separa-se dos vasos e nervos testiculares
para descer pela parede lateral da pelve, sob o peritônio perietal, após cruzar
os vasos ilíacos externos.
Cruza
depois por sobre o ureter e segue para baixo da base da bexiga. O funículo
espermático compreende o ducto deferente, com seus vasos e nervos deferenciais,
a artéria testicular, linfáticos e nervos do testículo, e um rico plexo pampiniforme
de veias testiculares tortuosas. Os elementos do funículo são envoltos pelas
seguintes túnicas: fáscia espermática externa, fáscia cremastérica e fáscia
espermática interna, contínuas com as da bolsa escrotal e estratos
correspondentes da parede abdominal. Após cruzar medialmente por sobre o
ureter, o ducto deferente dilata-se em ampola, póstero-superior à vesícula
seminal. Esta é uma invaginação glandular do ducto deferente, que contribui com
sua secreção para o sêmen. A ampola e a vesícula afinam-se sob a base da
bexiga, reúnem-se e formam o ducto ejaculador que penetra na base da próstata.
AS
VESÍCULAS SEMINAIS
Pequenos
sacos que contêm os espermatozóides maduros. Estão situados debaixo da bexiga.
Fabricam um líquido viscoso que protege os espermatozóides, os alimenta e
facilita a sua deslocação. Este líquido é formado por substâncias alimentares
(glicoses, etc.) e chama-se líquido seminal. Os espermatozóides não se podem
alimentar por si mesmos, pois perderam a capa de gordura que os envolvia.
Precisam, por isso, de uma alimentação externa.
A
PRÓSTATA
Estrutura
única situada perto das vesículas seminais e por debaixo da bexiga. No interior
da próstata os canais deferentes desembocam na uretra. A próstata produz também
um liquido que protege, alimenta e facilita a mobilidade dos espermatozóides.
Chama-se líquido prostático. O conjunto formado pelo líquido seminal e
prostático e pelos espermatozóides constitui o sêmen ou o esperma, liquido
branco e espesso que sai durante a ejaculação através da uretra.
A
próstata, situada sob a bexiga, rodeia a porção inicial da uretra, de cujas
paredes se originou; suas múltiplas glândulas, que secretam a maior parte do
líquido seminal, abre-se na uretra prostática. Seu estroma é rico em
musculatura lisa que, na eminência da ejaculação, contrai e expulsa a secreção.
Os
ductos ejaculadores convergem e abre-se na parede posterior da uretra
prostática. A próstata tem 2 lobos laterais e, superiormente, um mediano.
Tumores benignos, principalmente do lobo mediano de pessoas idosas,
salientam-se na base da bexiga e na uretra, interferindo com a emissão da
urina.
AS
GLÂNDULAS DE COOWPER
São
duas pequenas glândulas situadas por baixo da próstata. Segregam um pouco de
líquido que limpa a uretra, neutralizando os resíduos da urina. Esta emissão de
líquido produz-se antes da ejaculação, e pode conter espermatozóides vivos.
Isto quer dizer que, mesmo que o coito seja interrompido antes da ejaculação
(coito interrompido também é possível que se produza uma gravidez. Portanto, se
utilizar o preservativo como método contraceptivo, é necessário colocá-lo desde
o princípio da ereção).
A
URETRA
Canal
por onde passam o sêmen e a urina. O seu funcionamento é regulado por um
pequeno músculo que impede a saída dos dois líquidos ao mesmo tempo. A parte
final da uretra é um pouco mais larga e chama-se meato urinário. Através da
uretra sai o esperma: é a ejaculação. A uretra é também o canal por onde passa
a urina, através do pênis. Mas quando o esperma está saindo, um músculo perto
da bexiga fecha a passagem da urina. Por isso os dois nunca saem ao mesmo
tempo.
A
EJACULAÇÃO
A
ejaculação tem lugar no momento do orgasmo. Também durante o sono pode haver
uma ejaculação relacionada normalmente com um sonho erótico. Chama-se então polução
noturna. A freqüência das poluções noturnas é muito variável e depende de
muitos fatores. Não nos devemos preocupar com isso, pois não tem qualquer
importância.
POLUÇÃO
NOTURNA
Polução
noturna, às vezes chamada de sonho erótico, é a emissão ou descarga do sêmen
durante o sono. É sabido que durante o sono, o pênis fica ereto e se um sonho
erótico acontece, a ejaculação e orgasmo podem ser o desfecho desse sonho. Não
é regra, mas quase sempre acompanha-se de um sonho erótico em que o indivíduo
acorda imediatamente antes ou imediatamente após ejacular.
Muitas
vezes, o sonho erótico pode ser lembrado e percebido como uma experiência
sexual prazerosa. Ocorre em todas as idades, mas é, disparadamente, mais comum
dos 10 aos 20 anos, justamente no período de maior inexperiência sexual e
energia sexual reprimida ou insatisfatoriamente resolvida. Até os quinze anos
de idade, cerca de 50% dos meninos terão tido pelo menos um episódio de polução
noturna; talvez seja o sinal do início do exercício da sexualidade. O fenômeno
parece ser uma maneira do organismo "se livrar" do excesso de sêmen
acumulado já que é menos freqüente em quem ejacula regularmente por masturbação
ou relação sexual. A polução noturna não deve ser tomada como anormal ou sinal
de alguma enfermidade.
Ocorre,
inclusive, em adultos com vida sexual regular e estável. Seu maior
inconveniente talvez seja explicar o que ou com quem se sonhou ou a mancha de
sêmen na roupa ou lençóis. Costuma ser bastante embaraçoso para os
adolescentes. Não se conhece uma maneira eficiente de evitar os sonhos eróticos
e nem se deveria tentar fazê-lo já que se trata de um aspecto normal da
sexualidade. O certo é que os adultos bem-resolvidos sexualmente apresentam
raros episódios de polução noturna. A natureza, situação envolvida ou
personagens do sonho erótico não necessariamente determinam a preferência,
orientação ou tendência sexual do indivíduo. É comum ter sonhos eróticos em que
o indivíduo experimenta situações incestuosas ou homossexuais. Em princípio,
isto não significa que o vivenciador deste tipo de sonho tenha desvios sexuais
ou tendências homossexuais.
Se
você é muito jovem e está preocupado por estar tendo vários sonhos eróticos,
sossegue. Converse com seus pais e divida com eles a alegria de ter se tornado
homem e de ter um funcionamento supostamente esperado do seu sistema genital.
Lembre-se que, em contrapartida, a não ocorrência da polução noturna, não
necessariamente indica alguma anormalidade e que os extremos ou situações
duvidosas devem ser sempre avaliados por um medico.
PÊNIS
E URETRA PENIANA
O
pênis desempenha 2 funções. Os seus corpos cavernosos, cilíndricos preenchem-se
de sangue e o enrijecem para a introdução na vagina feminina, durante o coito.
Outra parte do pênis é a uretra peniana, envolta por seu corpo esponjoso.
Quando flácida, a uretra conduz a urina e, na ejaculação, emite o sêmen. A
parte livre do pênis apresenta corpo e glande, esta expandida em coroa na
junção com o corpo do órgão. O resto da glande afina-se em ápice arredondado,
com fenda sagital: o óstio externo da uretra. A pele do pênis é fina e muito
móvel no corpo, mas fixa e modificada na glande.
Entre
ambas as partes, uma prega móvel da pele, o prepúcio, pode cobrir a glande ou
descobrí-la. Três cilindros de tecido erétil (envoltos por forte túnica
colágena, albugínea) forma a massa principal do pênis, 2 deles no dorso do
órgão, os corpos cavernosos; ventralmente a eles, o corpo esponjoso da uretra.
No extremo proximal do órgão os corpos cavernosos divergem como raiz do pênis e
fixam-se ao ramo do ísquio de cada lado, cobertos pelos mm. isquicavernosos. O
corpo esponjoso prolonga-se no períneo, coberto pelos mm. bulbos esponjosos
unidos em rafe mediana e entumesce (bulbo do corpo esponjoso) posteriormente á
uretra (membranosa) que depois (uretra esponjosa) percorre seu eixo até o óstio
externo da uretra.
A
glande do pênis é intumescimento anterior do corpo esponjoso. O tecido erétil é
uma esponja de trabéculas conectivas, com músculo liso, entre espaços
sangüíneos intercomunicantes, forrados por endotélio. A excitação sexual
provoca vasodilatação arterial do pênis, por ação parassimpática. O aumento de
sangue intumesce o órgão, em rigidez erétil, por estancamento de drenagem
venosa. Cessada a excitação, ou após a ejaculação, as artérias contraem-se, o
sangue flui pelas veias, e o órgão volta ao estado de flacidez.
A
BEXIGA
Órgão
do aparelho excretor, a bexiga é ligada ao pênis através da uretra. Sendo muito
ácida em sua composição, compromete a vida dos espermatozóides e por este
motivo antes da ejaculação uma pequena gota de semem ou esperma passa pela
uretra para limpar o caminho e tirara a acidez provocada pela urina, que é
letal aos espermatozóides.A uretra é também o canal por onde passa a urina,
através do pênis. Mas quando o esperma está saindo, um músculo perto da bexiga
fecha a passagem da urina. Por isso os dois nunca saem ao mesmo tempo.
CORPO
CAVERNOSO
No
interior do pênis existe uma região abaixo da uretra, que pode ficar com seus
vasos sanguíneos muito cheios quando o homem está excitado. O corpo cavernoso é
cheio de vasos que ao se encherem de sangue promovem a ereção.
CORPO
ESPONJOSO
No
interior do pênis existe outra região, envolvendo a uretra que apresenta
espaços vazios, ou seja, cheios de ar, que permitem aos vasos sanguíneos
ocuparem espaços quando o homem fica excitado. Quando os vasos se enchem eles
aumentam de volume precisando se expandir e assim, ocupando mais volume.
TUBOS
SEMINÍFEROS
São
ductos que conduzem o líquido seminal produzido nas glândulas como a próstata,
as vesículas seminais e a glândula de Cowper.
URETER
Conduz líquidos
como urina e esperma ao meio externo.
Prof. Mirella Mariani Tassi
CURIOSIDADES E CONCEITOS SOBRE
SEXUALIDADE
Você sabia que...
... as disfunções sexuais variam consideravelmente em diferentes culturas?
Afirma-se que a impotência é relativamente rara entre as pessoas de algumas
sociedades.
... os antigos egípcios acreditavam que a criação do universo havia ocorrido
através de um ato de masturbação do deus Atum, que teve por parceira divina a
própria mão? A existência de tal mito sugere a possibilidade de que a
masturbação era empregada em algumas espécies de rito religioso egípcio.
... que o beijo, como um
componente sexual, é totalmente desconhecido entre alguns povos e considerado
repugnante entre outros? Entre nós, o beijo pode ser repugnante devido a maus
hábitos higiênicos como o hálito de bebidas alcoólicas e do tabaco. O mau
hálito por distúrbios gástricos, cáries dentárias e sinusites pode ser a causa
principal do desinteresse sexual entre casais desleixados com a auto-estima.
... que alguns hímens apresentam
um anel fibroso e não se rompem causando dores extremas durante o ato sexual?
As relações sexuais dolorosas podem causar espasmos dos músculos próximos à
vagina e desenvolver uma contração dos mesmos, impossibilitando a consumação
sexual. À aproximação da penetração peniana e aos toques vaginais, os músculos
se contraem defensivamente. Este problema recebe o nome de vaginismo e, pode
ter também como causas, a repressão sexual (religiosa e familiar), experiências
sexuais traumáticas e homossexualidade.
... que siririca é o nome de uma
espécie de anzol, que é precisamente a forma que adota o dedo da mulher quando
se masturba?
AFRODISÍACO"... são drogas e
outras substâncias usadas para provocar, aumentar ou manter a excitação
sexual". Para Helen S. Kaplan, "ainda não se descobriu nenhuma
substância química com propriedades afrodisíacas comparáveis ao estar
apaixonado". Alguns afrodisíacos são rudimentares, enquanto outros são
mais sofisticados, como as drogas incitadoras de ereção para os quais
conferimos poderes mágicos para o prazer. Efeito placebo ou indução bioquímica
simplesmente?
BISSEXUALIDADE"... é a
atração que um indivíduo tem para responder sexualmente a pessoas de ambos os
sexos". Na Nova Guiné, a heterossexualidade exclusiva é considerada
anormal. Nesta sociedade, os atos homossexuais ritualísticos são considerados
necessários para assegurar o crescimento das crianças.
FETICHISMO"... refere-se à
atração sexual por algum objeto inanimado, geralmente alguma peça do vestuário,
ou qualquer coisa irracionalmente reverenciada". Algumas formas de
fetichismo freqüentemente acompanham o sadomasoquismo; por exemplo, as que
envolvem o uso de sapatos de salto alto e botas. O fetichismo é uma preferência
sexual em que a magia parece estar contida não na totalidade da pessoa, mas num
objeto relacionado com ela ou num substituto simbólico para a pessoa. A
intensidade da atração é que caracteriza o fetichismo como sendo um
comportamento sexual compulsivo ou irracional. Os órgãos genitais não atraem
tanto como os objetos. É um comportamento quase sempre restrito ao homem.
GLS"... refere-se a sigla
utilizada para denominar o grupo que compreende os gays, as lésbicas e os
simpatizantes com as causa defendidas por este grupo. Existem uma série de
eventos no mundo e até mesmo no Brasil que defendem estas causas, tais como a
parada gay. Bares , boates, restaurantes, lojas, etc, atendem exclusivamente a
este público e suas necessidades.
HETEROXUALIDADE"...
refere-se à orientação sexual para membros de sexos ditintos, incluindo a
preferência ativa e passiva". Entre alguns povos, as primeiras
experiências sexuais dos jovens são homossexuais, embora os seus comportamentos
sexuais ulteriores sejam heterossexuais. As relações baseiam-se em experiências
de parceiros do sexo masculino e feninino.
HOMOSSEXUALIDADE"...
refere-se à orientação sexual para membros do mesmo sexo, incluindo a
preferência ativa e passiva". Estudos antropológicos afirmam que em
algumas sociedades não existe homossexualidade e, em outras ela é extremamente
rara. Entre alguns povos, as primeiras experiências sexuais dos jovens são
homossexuais, embora os seus comportamentos sexuais ulteriores sejam
heterossexuais. Nos Estados Unidos, a prática do sexo oral (fellatio) é a
preferência entre os homossexuais. Para alguns psicanalistas, o pênis
corresponde simbolicamente o seio materno, daí a origem da homossexualidade
pode advir das privações orais na infância, mormente, durante a fase do
aleitamento. Acredite quem quiser! Sob a perspectiva transcultural, pouco se
sabe a respeito da homossexualidade feminina. O lesbianismo é,
antropologicamente, descrito com maior freqüência em sociedades onde os homens
têm muitas esposas, principalmente quando as co-esposas levam um tipo de vida
reclusa, como nos haréns.
LESBIANISMO"...refere-se à
orientação sexual para membros do mesmo sexo, feminino, incluindo a preferência
ativa e passiva". O lesbianismo é, antropologicamente, descrito com maior
freqüência em sociedades onde os homens têm muitas esposas, principalmente
quando as co-esposas levam um tipo de vida reclusa, como nos haréns.
TRAVESTISMO"... é o
comportamento de vestir roupas femininas para obter excitação e satisfação
sexual". A roupa que o travesti usa, para se excitar e obter prazer
sexual, é um fetiche. A motivação subjacente que induz ao comportamento de
travestir é o fracasso ou a impossibilidade de travar uma relação integramente
satisfatória com uma mulher real, devido a temores infantis com relação ao sexo
oposto.
A prática mais comum do
travestismo é o homem vestir-se com roupas de mulheres e depois masturbar-se,
freqüentemente olhando-se no espelho. O prazer obtido pelo toque sensual das
roupas femininas, geralmente descritas como fornecendo a mesma sensação suave e
acariciante que usualmente é obtida pelo toque de um corpo de mulher. Ao
contrário do que se pode imaginar, o homem sente-se mais viril e confiante em
si próprio estando vestido de mulher. O travestido torna-se, na sua imaginação,
a mulher com quem, de fato, ele não pode travar uma relação íntima. Nem todos
os travestis são homossexuais como se tendem a acreditar.
TRANSEXUAIS"... são aquelas
pessoas que acreditam ser de um sexo, mas que estão presas no corpo do sexo
oposto". Os transexuais masculinos, por exemplo, estão insatisfeito com a
sua condição sexual biológica por sentirem-se e se aperceberem como sendo do
sexo oposto. É comum entre os transexuais masculinos a remoção cirúrgica dos
genitais para a construção plástica da vulva e vagina. Após a cirurgia, há uma
adaptação psicológica satisfatória à nova condição sexual.
Prof. Mirella Mariani Tassi
DICAS PARA
CHEGAR AO ORGASMO
MUITAS
MULHERES AINDA RECLAMAM DA FALTA DE ORGASMO, DE QUE MUITO DIFICILMENTE
OU NUNCA CONSEGUE CHEGAR AO ORGASMO. UMAS SÓ TÊM SOZINHAS,
OUTRAS NEM MESMO SÓS.
Entre as razões possíveis, está a inibição. Vergonha do seu próprio corpo, de
se tocar ou de pedir para o parceiro tocá-la podem estar dificultando a fluidez
do orgasmo. Além disso, tratar o sexo como algo incomum atrapalha o
"prazer supremo". Em outras palavras, sentir-se inibida diante do
assunto sexo e a falta de naturalidade para fazer sexo gera tensão, e tensão
não combina com prazer, consequentemente a mulher nestas circunstâncias não
consegue chegar ao orgasmo.
A seguir, enumeraremos 12 dicas para chegar ao orgasmo,
sozinha ou acompanhada!
SOZINHA:
Dica 1: Conheça seus pontos eróticos. Em casa, toque-se. Faça
isto durante o banho ou na hora de dormir. São os momentos em que mais estamos
relaxadas que propiciam ou facilitam o orgasmo.
a) No banho: passe óleo de banho em todo o seu corpo, de baixo
para cima, sem tocar no seu órgão sexual e nem nos seios. Procure diferentes
pontos. Deixe sua mão escorregar por todo o seu corpo e veja onde mais a
excita.
b) Na cama: toque em seus seios e nos locais que tenha
encontrado no banho. Depois, desça a mão devagarinho até o clitóris e toque
suavemente. Brinque com ele.
Dica 2: Compre um vibrador e um lubrificante. Coloque o
lubrificante no vibrador e faça massagem, com o aparelho, no clitóris. Pode ser
com pilha ou sem pilha. Se for sem pilha, você terá que fazer os movimentos.
Faça movimentos circulares e de baixo pra cima. Depois, penetre o vibrador em
sua vagina, lentamente e depois com mais rapidez e força. Relaxe e aproveite,
vá conhecendo seu corpo e treinando sua mente até conseguir chegar ao
orgasmo!
ACOMPANHADA:
Dica 3: Se você está com seu parceiro, peça para que ele
prolongue as preliminares. Não tenha vergonha de pedir para ele tocar nos
pontos mais excitantes, que você encontrou, do seu corpo.
Dica 4: Descubra se ele desejaria fazer sexo oral em você. Se
há muita intimidade entre vocês, peça para ele fazê-lo e aproveite ao máximo.
Esqueça tudo e se concentre na sensação que ele está te proporcionando. Pense
apenas em uma coisa: na sua vagina.
Dica 5: Estrias e celulites? Esqueça-as para sempre! Esqueça
que existe orgasmo e que até agora você não conseguiu tê-lo. Não fique pensando
:"tenho que ter orgasmo, tenho que ter orgasmo". No ato sexual,
esqueça do seu parceiro. A melhor forma de atingir o orgasmo, para quem tem
dificuldade, é pensar só em si. Pense que ele está ali para fazer o que você
quiser. Para apimentar, faça a brincadeira da dominação: você é dominadora e
ele o escravo! A função dele, neste momento, é dar prazer, te fazer chegar ao
orgasmo.
Dica 6: Concentre-se em suas sensações, pense no que você está
sentindo naquele exato momento. A CONCENTRAÇÃO é fundamental para chegar ao
orgasmo.
Atenção! Nas dicas anteriores, usou-se a frase "a função dele, neste
momento, é dar prazer". Isto não significa que você deve ficar esperando
ele te dar orgasmo. Você é responsável por isto, apenas você. Ele está ali para
AUXILIÁ-LA. Não adianta ele fazer tudo para te ajudar e, enquanto isso, você
fica pensando "Será que ele está me achando gorda?" "E as
celulites? Ah não, nessa posição minhas celulites ficam à mostra!", ou
coisas desse tipo. Se você não agir como responsável pelo seu orgasmo, nunca
terá um.
Dica 7: Você não tem que dar prazer a ele. Ele já estará
fazendo isso para si. Então, faça o mesmo. Não se preocupe se você é ou não boa
de cama.
Dica 8: Libere-se de seus preconceitos e experimente o que
você sente vontade de fazer. Seu parceiro, provavelmente, adorará novidades.
Libere sua fantasia sexual.
Dica 9: Se mudar de posição não a agrada e a deixa tensa,
avise-o antes mesmo de iniciar o ato, ou na hora mesmo, como queira. Há muitas
mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo porque o parceiro adora
acrobacias...
Dica 10: Entre as posições sexuais, uma é indicada pela
maioria das mulheres para chegar ao orgasmo. Deite-o de frente
para você, peça para ele fechar as pernas e sente-se nele, encaixando. Faça
movimentos que o clitóris seja esfregado na região pubiana dele. O melhor
movimento é: com o pênis todo dentro da vagina, tencione seu corpo pra frente
(em direção ao rosto dele) e para trás (em direção aos pés dele), movimentos
repetidos, esfregando o clitóris nele. Esta é a posição na qual você fica em
cima.
Dica 11: Faça sexo pela manhã, ao acordar. Quanto mais
relaxada, mais fácil de chegar ao prazer máximo. No mesmo sentido, faça sexo
após o banho, depois de uma seção de massagem...
SOZINHA OU ACOMPANHADA:
Dica 12: Você pode fazer junto com ele ou quando ele estiver
dormindo. No motel, escolha um quarto que tenha hidromassagem. Lá, encha o
banheira, ligue a hidro e sente-se bem próxima à saída de água com pressão.
Apoie suas pernas do lado de fora, ou seja, faça com que a pressão da água
atinja seu clitóris. Primeiro, não fique muito perto, equilibre-se e chegue
mais perto. A força da água irá tocar no seu clitóris e te dará muito prazer.
Quanto mais perto, mais força sentirá e, consequentemente, mais fácil será chegar
ao orgasmo.
Toque Feminino
redacao@toquefeminino.com.br
EJACULAÇÃO PRECOCE
A Ejaculação Precoce ou Prematura
(EP) é um dos problemas sexuais mais freqüentes nos homens e nos casais, sendo
responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas
sexuais. Acontece que a EP é um lugar comum na juventude, em encontros com
parceiros novos ou após algum tempo de abstinência. Quando se estende pela
maturidade e se torna presente em mais da metade dos encontros sexuais,
torna-se, aí sim, um problema crônico e um Transtorno Sexual.
O QUE É UMA EJACULAÇÃO NORMAL?
Do ponto de vista do
funcionamento físico, a ejaculação se faz em dois estágios. No primeiro há a
expulsão efetiva do líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução
- próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo
estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o
meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai também a urina.
Acompanha-se desse processo fisiológico uma sensação subjetiva de profundo
prazer conhecida como orgasmo.
COMO SABER SE TENHO EJACULAÇÃO
PRECOCE?
Não existe um tempo específico
antes de ejacular para definir esse problema sexual. A definição está na
percepção, tanto sua quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais
rápida do que o esperado, de que não houve controle da ejaculação. As vezes o
pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do
lençol já termina o que podia ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem
mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula,
ficando insatisfeito e deixando a parceira "na mão". Sentimentos de
culpa e ansiedade se tornam uma constante. Dificuldades maiores podem vir em
seqüência, como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no
casal.
POR QUE OCORRE A EP?
Os adeptos de Darwin
(evolucionista inglês que propôs a teoria da seleção natural - 1859) explicam que
a EP seria uma forma antiga de defesa contra predadores.
Imaginem os primórdios da
humanidade, onde havia centenas de perigos, sendo o
"animal-ser-humano" muito frágil e pequeno frente aos riscos de seu
meio ambiente!
Aqueles indivíduos que demorassem
muito para ejacular nas suas parceiras estariam muito mais predispostos a
deixar seu flanco aberto às agressões de inimigos e animais selvagens.
O ejaculador precoce tinha mais
vantagens em terminar logo a inseminação e fugir, deixando também a
"fêmea" escapar, para poder inseminar o maior número delas em menor
tempo.
Desta forma estaria aumentando a
probabilidade de propagação de seus genes.
OUTRAS RAZÕES LEVANTADAS COMO
CAUSAS DA EP SERIAM:
Aumento
anormal de sensibilidade da glande peniana,
Ansiedade
frente ao desempenho sexual,
Inexperiência
sexual,
Primeira
experiência com parceira que tenha estimulado um coito rápido e culpa ou
sentimentos negativos em relação à parceira.
Raramente há um problema médico
que explique a EP, como a prostatite aguda ou a esclerose múltipla. Na verdade,
não existe uma única causa comprovada cientificamente de EP.
E TEM CURA?
Existe tratamento, tanto
medicamentoso quanto psicoterápico. A primeira linha de tratamento é a
reorientação e a reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal.
Clareiam-se as situações em que se considera como "normal" o tempo de
ejaculação mais curto ou insatisfatório (comum em jovens, com novos parceiros,
ou após longa abstinência). Quando a EP se torna persistente, ou seja, aparece
em mais da metade dos encontros sexuais, um tratamento mais específico se faz
necessário.
A segunda linha terapêutica é o
chamado tratamento cognitivo-comportamental. Constitui-se em uma série de
exercícios e tarefas para serem realizadas em casa para controle do tempo de
ejaculação. Seguem-se alguns exemplos meramente ilustrativos:
TÉCNICA
DE DISTRAÇÃO
Durante o
ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o
desligue de sexo, como em morte de alguém, ou em alguma mulher que não o agrada
ou em contas bancárias. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo,
volta a se fixar na parceira. Deve usar essa distração, algumas vezes, para
poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.
TÉCNICA
DE COMPRESSÃO
O homem
deve comprimir a base da glande (cabeça do pênis) por 4 a 5 segundos
imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. Com esse
procedimento vai dificultar a entrada de sangue no pênis e retardar um pouco a
ejaculação.
TÉCNICA
STOP-START
Consiste
em orientar o homem a ficar na posição superior à parceira para poder ter
controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente
os movimentos próximo ao momento de maior excitação. Pode usar a técnica de
distração concomitantemente.
O objetivo destas tarefas é fazer
o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estagio de
ejaculação, podendo voluntariamente controlar quando deseja ejacular, evitando
frustração a ele e à parceira.
Pode-se combinar uma terceira
linha de tratamento a esses exercícios: as medicações. Existe uma ampla gama de
medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais
drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa,
pois possuem vários outros efeitos no organismo. Alguns deles, por exemplo, os
antidepressivos tricíclicos são contra-indicados a pessoas com problemas de
ritmo cardíaco. Algumas medicações tópicas (pomadas) à base de ervas ou
anestésicos não foram comprovadas cientificamente como eficazes para o
tratamento da EP.
De qualquer forma, esta disfunção
sexual tem bom prognóstico, ou seja, apresenta bons índices de cura para a
grande maioria dos indivíduos que procura orientação especializada. Geralmente,
seis a dez sessões são suficientes para a melhora da vida sexual do homem e do
casal.
ATO SEXUAL IDEAL DURA DE 3 A 13 MINUTOS, DIZ ESTUDO
A pesquisa contou com a
participação de 50 integrantes americanos e canadenses da Sociedade de Pesquisa
e Terapia Sexual, incluindo psicólogos, médicos, assistentes sociais,
terapeutas familiares e enfermeiras. Todos os envolvidos recolheram dados de
milhares de pacientes durante décadas.
O estudo, publicado na revista Journal
of Sexual Medicine, afirma que um ato sexual "adequado" dura
entre três e sete minutos; um "desejável", de sete a 13 minutos; um
"curto demais", de um a dois minutos; e um "muito longo",
de dez a 30 minutos.
"A interpretação de um homem
ou de uma mulher de seu funcionamento sexual, ou o de sua (seu) parceira (o) tem
como base crenças pessoais fundamentadas, em parte, nas mensagens da
sociedade", afirmaram os pesquisadores.
"Infelizmente, a cultura
popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais",
acrescenta o estudo. "E muitos homens e mulheres parecem acreditar na
fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram
a noite toda", afirmam os autores da pesquisa.
Pesquisas anteriores
Pesquisas anteriores indicavam que uma grande porcentagem de homens e mulheres
gostaria que a relação sexual durasse 30 minutos ou mais. "Esta parece ser
uma situação propícia para decepção e insatisfação", afirmou um dos
autores da pesquisa, Eric Corty, da Universidade Penn State.
"Com essa pesquisa,
esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com
informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando
decepções e problemas sexuais", acrescentou o pesquisador. O estudo também
poderá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais.
"Se um paciente está
preocupado com a duração da relação, estas informações podem ajudar a afastar a
preocupação com problemas físicos e fazer com que ele seja tratado,
inicialmente, com aconselhamento, ao invés de remédios", disse Corty.
Da BBC
Brasil
AS 10 POSIÇÕES SEXUAIS MAIS EXCITANTES
É COMUM NUMA RELAÇÃO ATO SEXUAL
CAIR NA ROTINA. PARA REVERTER ESSE QUADRO, VOCÊ POSE VARIAR NAS POSIÇÕES
SEXUAIS. QUE TAL EXPLORAR UMA COM UM ÂNGULO OUSADO E QUE DÊ MAIS PRAZER TENTO À
MULHER QUANTO AO HOMEM? ALGUMAS POSEM ATÉ FAVORECER A PENETRAÇÃO TOTAL. A
SEXÓLOGA CÉLIA PABAST SELECIONOU AS 10 POSIÇÕES QUE PROMETEM ESPANTAR O SONO E
A PREGUIÇA E FAZER DE SUA TRANSA UMA DELÍCIA.
POSIÇÃO 1:
SENTADOS
Com o homem sentado, a mulher se encaixa por cima dele para que ocorra uma
penetração profunda. Dessa forma, ao receber o pênis, a mulher estimula
(automaticamente) o clitóris.
POSIÇÃO 2:
AJOELHADOS
O homem deve ficar ajoelhado e a mulher com a barriga para cima, com as costas
na cama e o bumbum nas pernas dele: assim, ela pode roçar os pés no tórax do
parceiro durante a penetração. E ao segurar os joelhos na altura de seu peito,
há muito prazer.
POSIÇÃO 3:
CLÁSSICO
A famosa papai-e-mamãe funciona! Deitada de frente para ele, a mulher faz o
movimento pélvico, mexendo o quadril durante a penetração. Com as pernas
abertas, ela pode estimular o clitóris, enquanto é penetrada. Tudo acompanhado
por beijos no peito do parceiro e no seu também!
POSIÇÃO 4:
PERNAS PRA CIMA
Com pernas elevadas, a barriga para cima, apoiando um dos pés no peito do
parceiro, você pode fazer uma forte estimulação do clitóris durante a
penetração.
POSIÇÃO 5:
DE PÉ
Ambos de pé e a mulher encostada na parede, ela eleva as pernas e senta no colo
dele se encaixando no pênis. Você deve apoiar os braços no pescoço dele e fazer
movimentos com o bumbum.
POSIÇÃO 6:
SEGURANDO OS TORNOZELOS
Sentados novamente. Agora, ele fica com os braços para trás e segurando no
tornozelo, a mulher senta no pênis e com as pernas encolhidas, faz os
movimentos da introdução e retirada do pênis.
POSIÇÃO 7:
DE QUATRO
A famosa posição de quatro também é bem vinda nesse repertório. A mulher fica
com a barriga para baixo e ele faz os movimentos da introdução e retirada do
pênis.
POSIÇÃO 8:
AGACHADINHO
Deitada na cama e com a barriga para o alto, ela se encaixa no pênis do
parceiro e eleva as pernas. Ele, agachado, faz a penetração total do pênis
nessa posição.
POSIÇÃO 9:
PÉS NO PEITO
De barriga para cima e o bumbum na ponta da cama, a mulher coloca os pés no
tórax do parceiro, que fica à vontade para introduzir o pênis
POSIÇÃO 10:
DEITADO SOBRE A PARCEIRA
O homem estimula a vagina com a penetração e ainda faz sua parceira sentir o
calor do seu corpo, com palavras surradas ao seu ouvido.